Hoje ainda espero que ele apareça derrepente. Patético não? Estou aqui a escrever, pois meu celular está sem bateria, eu não trouxe o fone de ouvido, portanto estou entediada. Hoje já postei no blog, embora eu não tenha muitas palavras e vontade de escrever. Estou pensando em imprimir toda aquela porcaria textual e abolir o blog. Porém prometi a mim mesma que não o excluíria novamente. Já disse antes não? Estou voltando ao começo de tudo. Este ciclo de novas decepções, pensei que tinha terminado no início deste ano, mas agora pensando bem não era pra ter acabado. Próximo semestre passarei a estudar na Farolândia, sinal de que um no ciclo que, espero eu, vem com grandes mudanças.
Será que conseguirei ser um pouquinho feliz daqui pra frente?
Será que meu diário passará a ser 99,9% da satisfações no lugar de lamentações?
Será que eu vou deixar de gostar tanto de Mateus? Ou melhor ainda, meu coração vai para de doer e portanto deixar de se importar?
COISINHAS PATÉTICAS
Vagno: meu primeiro gostar, eu acho, pelo menos eu sabia o que era gostar. Ele era diferente de todos. Primeira vez vontade de beijar, primeira vez vontade de tocar, abraçar.
Bruno: Esse era tão bonitinho e eu tinha que - na minha cabeça - preencher o vazio do amor platônico perdido no ano anterior. Foi o mais platônico de todos, pois eu nem o conhecia. Só sabia seu nome porque foi estampado na minha rua quando ele passou no vestibular.
Giann: no mesmo ano de Bruno, assei a gostar de Giann. Mas acho que era só simpatia. Hoje somos amigos e falo bastante com ele no msn. Ele é um fofo e muito engraçado.
Outros: Paixonites bem fraquinhas que não duraram muito, nascidas da convivência.
Mateus: Sim, finalmente ele, minha atual paixão. Ele foi especial. Começou com convivência, totalmente inesperado. Eu nunca senti tanto cíumes, tanta raiva e tantos outros sentimentos que eu jamais tinha experimentado na vida. Existe uma diferença gritante entre os outros e ele. Ninguém era tão nerd quanto ele, nem tão arrogante e orgulhoso. Mas também ninguém se importou tanto comigo como ele. Acho que eu nunca ganhei presente de aniversário de uma pessoa que eu conheço a menos de um ano. Nunca me senti tão especial como me senti com ele. Então foram muitas "1ª vez". Primeira vez ciúmes. Primeira vez paixão. Primeira vez saudade, ele está presente mesmo quando eu não quero, muitas vezes invadindo os meus sonhos. Primeira vez vontade de transar, aquela enorme vontade de tocar, eu quase tremia quando ele me abraçava ou somente me tocava de leve. Finalmente soube como é se sentir uma manteiga derretendo. Essa não foi a primeira vez, mas sinto prazer só de conversar com ele. Gosto de ouvir a voz dele, e ele detem toda a minha atenção. Gosto de saber da sua vida e adoro mais ainda quando ele sabe da minha. As mãos dele são especiais, elas me excitam mesmo sem querer. Parece que está gravado na minha memória o cheiro e a textura da pele. Sinto falta dos abraços agora, do carinho, da atenção (ah não pareço um cachorro!). Eu também percebo os defeitos, afinal ele é humano. Ele é arrogante, de vez em quando muito grosso. É muito orgulhoso e um pouco machista. Ele mente muito, Joyce vive falando, mas não são as mesmas mentiras de que me importo. Eu também minto muito e parece as vezes que nós mentimos do mesmo jeito. Eu sei que algum dia ele foi tão tímido quanto eu e tamém sentiu que não se encaixava em nada. Mesmo sem conhecê-lo a vida toda, sei que ele evoluiu muito, embora eu sinta inveja dele muitas vezes, tem momentos em que sinto muito orgulho. A inveja é só porque não gosto de me senti inferior. Eu já escrevi muita coisa sobre ele e meus sentimentos por ele. Jamais escrevi tanto sobre alguém, nem Vagno teve esse privilégio, não com tantos detalhes. Já percebi o quanto estou apaixonada, vai ser difícil deixar de se apegar quando ele é tão próximo. Somos amigos, embora eu ainda mantenha certa distância que, acho, se fosse por ele já teria sido alcançada. Me pergunto o que será de mim daqui pra frente.