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sábado, 26 de setembro de 2009





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


Milagre no ônibus

No dia 24 de Setembro, nesta quinta-feira um milagre aconteceu. Num certo dia conheci um cara no ônibus voltando da universidade. No início ele estava conversando com um amigo, eu não estava nem prestando atenção. Não prestava atenção em nada. Então o amigo dele fala comigo. Queria que eu afastasse meu rosto da ponta do meu esquadro que saia da pasta que eu estava segurando. Achei aquilo bem incoveniente e irritante. Não liguei muito e o cara desceu do ônibus. Eu fiquei me espetando com o esquadro, acho que só de pirraça. Então ele falou comigo, afastou o esquadro do meu rosto e disse "eu sei que você tá cansada mas não faça isso não". E eu pensei "só me faltava essa agora".
Mas fui gentil afinal ele me perguntou sobre o curso de arquitetura. Falei como uma tagarela. E ele parecia se interessar tanto que o achei legal. Então ele desceu do ônibus e eu nunca mais o vi. Até quinta.
Era outro dia que eu estava chateada, nem tanto pela prova de Cálculo I, mas por outra tentativa frustrada de gostar de alguém. O cara tinha dito que eu era uma irmã pra ele!!! Eu não quero um irmão!!!!! Quero um namorado. Mas voltando ao assunto, esse cara me encontrou no ônibus de novo, e quase nas mesmas circunstâncias. Perguntou se estava tudo bem comigo. Como um estranho me pergunta isso, hein? Conversamos durante todo o trajeto. Descobri que o nome dele é Ramon(não sei se escreve assim), ele faz pré vestibular no sala 1 e quer fazer Matemática na UFS. O que mais gostei na verdade nesse dia é que ele me disse que meu nome era bonito, que eu era bonita e, o que mais me agradou, que eu era interessante. Eu sonhava com o dia que alguém me dissesse isso. Nem preciso dizer que me derreti toda, não?
Depois ele perguntou se eu tinha namorado, eu disse que não e então me perguntou se podia me acompanhar. Eu devia estar doida de deixar um estranho me acompanhar até em casa.
Porém ele não me levou até lá, só até a esquina. Ele ficou dizendo que não era nenhum tarado sexual, ou um perseguidor maluco. Achei tão bonitinho. Então me despedi dele sem ao menos dar o meu telefone e portanto nenhuma esperança de me encontrar de novo. Eu até disse que tinha 17 anos pra ver se ele desistia logo, afinal ele não pediu nem o meu msn. Mas vou guardar no meu coração esse momento, pois estava precisando ouvir aqueles elogios. Pra mim foi um milagre, um ótimo milagre...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Voltando a ser humana

A burra aqui sou eu. Bom como hoje ele vai se encontrar com a namorada, estou assim na maior deprê. Não sei o que sinto exatamente, se é ciúme ou tristeza. Tristeza pois já me conformei como das outras vezes. Nunca tive namorado ou qualquer envolvimento com alguém, não sei o que é perder realmente uma pessoa. É duro admitir mas até pouco tempo eu era uma pessoa solitária. Tinha "amigos", mas eles só me serviam na hora da diversão. Sentir saudades, falta de alguém na verdade nunca senti. Meu coração não trabalhava a muito tempo, só fazia uns biquinhos de vez em quando. Assim passei os últimos três anos, num torpor conveniente que me proporcionava falsa liberdade. No entanto, quando vou para a universidade sem ao menos nenhuma expectativa quanto ao futuro, ele surge na minha vida assim como anjos caem do céu para salvar uma alma perdida.
Não percebi logo o que ele representava realmente, que estava ali para ressuscitar a minha alma. Ele foi me acordando aos pouquinhos, um dia de cada vez. Fui sentindo ciúmes, depois saudades, raiva e depois carinho, paixão e depois amor. Quando dei por mim já estava apaixonada e não tinha mais volta como todos os sentimentos verdadeiros. Tô com vontade de dar uma bronca nele por ser tão entrão e inconveniente, pois ele invadiu meu coração de fininho e quando eu vi tomei um baita susto. Percebi que estou me tornando humana de novo e junto com os sentimentos bons e estão vindo os ruins também. E junto com o amor também vem a amizade, com a alegria também vem a tristeza. Com a felicidade também vem a ilusão...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Leitura

Já postei este texto no meu antigo blog, achei divertido, e já li um monte de crônicas de Luís Fernando Veríssimo e ele é demais. Amo tudo que fala do ser humano, do cotidiano e do mundo. Vai aí mais um pedacinho de mim - entendam do que eu curto.

Homem que é homem

Luis Fernando Verissimo


Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser para jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem — de agora em diante chamado HQEH — não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda para ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar por mais de 30 segundos, dá briga.

HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.

HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.

E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.

*

Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é HQEH. HQEH não pensa muito!


Situação 1


Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em reais. Muitos reais. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître. Você tem certeza que o maître está se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um real, embora custe mais de cem. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. 0 prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "Boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato, pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf' que não veio. Você: a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro; b) chama discretamente o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender que, "Merde, alors", estas coisas acontecem; ou c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!


Situação 2


Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga — se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado — a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você, que, como está um pouco fora de forma, só pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento.

Durante 15 minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "rom", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibete, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do prédio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com as pontas dos dedos. Não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar as suas orelhas com força para lembrá-lo da dualidade de todas as coisas. Durante o "rom" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra. Você: a) finge que atingiu a integração para não cortar a onda de ninguém; b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha fazendo "rom" até o lado daquela grande loura e, na hora de tocar o seu rosto, erra o alvo e agarra os seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas; c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.


Situação 3


Você está numa daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar, mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar o seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado ao seu lado oferece:

— Se quiser usar o meu...

— O seu...?

— Joelho.

— Ah...

— Ele está desocupado.

— Mas eu não o conheço.

— Eu apresento. Este é o meu joelho.

— Não. Eu digo, você...

— Eu, hein? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna toda você ia pedir referências. Ti-au.

Você: a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças; b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização; ou c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.

Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se você escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se você escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.

*

Este país foi feito por Homens que eram Homens. Os desbravadores do nosso interior bravio não tinham nem jeans, quanto mais do Pierre Cardin. O que seria deste pais se Dom Pedro I tivesse se atrasado no dia 7 em algum cabeleireiro, fazendo massagem facial e cortando o cabelo à navalha? E se tivesse gritado, em vez de "Independência ou Morte", "Independência ou Alternativa Viável, Levando em Consideração Todas as Variáveis!"? Você pode imaginar o Rui Barbosa de sunga de crochê? O José do Patrocínio de colant? 0 Tiradentes de kaftan e brinco numa orelha só? Homens que eram Homens eram os bandeirantes. Como se sabe, antes de partir numa expedição, os bandeirantes subiam num morro em São Paulo e abriam a braguilha. Esperavam até ter uma ereção e depois seguiam na direção que o pau apontasse. Profissão para um HQEH é motorista de caminhão. Daqueles que, depois de comer um mocotó com duas Malzibier, dormem na estrada e, se sentem falta de mulher, ligam o motor e trepam com o radiador. No futebol HQEH é beque central, cabeça-de-área ou centroavante. Meio-de-campo é coisa de veado. Mulher do amigo de Homem que é Homem é homem. HQEH não tem amizade colorida, que é a sacanagem por outros meios. HQEH não tem um relacionamento adulto, de confiança mútua, cada um respeitando a liberdade do outro, numa transa, assim, extraconjugal mas assumida, entende? Que isso é papo de mulher pra dar pra todo mundo. HQEH acha que movimento gay é coisa de veado.

HQEH nunca vai a vernissage.

HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.

HQEH diz que não tem preconceito mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.

Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.

Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: "Ton sur ton", "Vamos ao balé?", "Prove estas cebolinhas".

Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: "Assumir", "Amei", "Minha porção mulher", "Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf".

Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.

HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.

Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.


Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam, Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 89.


domingo, 6 de setembro de 2009

MÚSICA!!!!!!!!!

Uma música muito foda da Ana Carolina, que eu adoro e só pra constar é porque fala de sexo que eu gosto. E sim as letras são copiadas do letras. mus do site da terra. É isso aí.


Eu Comi a Madona
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Mano Melo / Antônio Villeroy / Alvin L.

Me esquenta com o vapor da boca
E a fenda mela
Imprensando minha coxa
Na coxa que é dela

Dobra os joelhos e implora
O meu líquido
Me quer, me quer, me quer e quer ver
Meu nervo rígido

É dessas mulheres pra comer com dez talheres
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
Tremendo, gemendo, gemendo, gemendo

Ela 'tava' demais,
peito nu com cinco ou seis colares,
me fez levitar em meio a sete mares,
e me pediu que lhe batesse,
lhe arrombasse,
lhe chamasse de cafona, marafona, bandidona.

Fui eu quem bebi, comi a Madonna
Fui eu quem bebi, comi a Madonna

Chegou com mais três amigas, cinta liga,
perna dura, dorso quente
toda língua e me puxou
Me apertou, me provocou e perguntou:
Quem é tua dona? Quem é tua dona? É, é
Fui eu quem bebi, comi a Madonna
Fui eu quem bebi, comi a Madonna

O cúmulo da mente de uma adolescente em crise

Passeando e xeretando o orkut das pessoas que eu conheço e não conheço - atitude gerada pelo meu complexo de inferioridade -, descobri que um carinha que eu estava super afins está namorando. Isso foi a desilusão do mês. Aí vejo como eu sou patética, passei a gostar de garotos que já tem namorada. Eu vivo sonhando com o meu melhor amigo e quando ele vai se declarar pra mim. Isso é deprimente. Ás vezes eu acho que eu estou num pesadelo: dormi com 13 anos e estou tentando acordar para os 17. Eu não aguento mais! Eu quero tantas coisas:

1. Quero que a minha casa fique decente
2. Eu quero ter um estágio
3. Quero ganhar dinheiro
4. Quero ser independente e esse desejo depende dos dois itens anteriores.
5. Quero definir o meu estilo musical
6. Quero aprender outras línguas (inglês pra começar)
7. Quero aprender ballet
8. Quero ler muitos livros
9. Quero entender de moda e desenhar as minhas próprias roupas
10.Quero aprender a costurar para fazer o meu próprio guarda-roupa
11.Quero ter excelentes ideias, porque quero me formar arquiteta
12.Quero e preciso de um namorado urgente!!!!!!!

Plano: quero começar a realizar esses desejos ainda esse ano. Pra isso preciso ter força de vontade. O primeiro desejo é coisa de orçamento e vou começar por falar com a minha mãe. Então mãos a obra!

sábado, 5 de setembro de 2009

MÚSICA!!!!!!!!!

Mudei o título, mas o objetivo é o mesmo: publicar as letras das minhas músicas preferidas. Essa daqui é do kid Abelha, que eu adoro.

Pintura ÍNtima
Kid Abelha
Composição: Leoni / Paula Toller
Vem amor que a hora é essa
Vê se entende a minha pressa
Não me diz que eu tô errado
Eu tô seco, eu tô molhado

(Refrão)
Deixa as contas
que no fim das contas
O que interessa pra nós
É fazer amor de madrugada
Amor com jeito de virada

Larga logo desse espelho
Não reparou que eu tô até vermelho
Tá ficando tarde no meu edredon
Logo o sono bate

(Refrão)
Deixa as contas
que no fim das contas
O que interessa pra nós
É fazer amor de madrugada
Amor com jeito de virada

Patinho feio

Estou me sentindo um patinho feio! Eu sei que sou uma garota desleixada, beeem largadona e pouco feminina, mas eu já tenho 17 anos! Nunca me senti tão horrorosa em toda minha vida! Ando reparando em todas as mulheres, na rua, no ônibus, no colégio, na universidade, na internet... Olho como elas se vestem, como se maqueiam e se enfeitam. E então a cada dia fico mais deprimida. Eu quero tantas coisas, quero realizar tantos sonhos, quero mudar de vida, de personalidade. Eu pareço de brinquedo! Ninguém me respeita, ninguém me vê de verdade! E tudo começa pelo visual. Poxa, eu tenho 17 anos e pareço ter 14. Não quero escrever só de reclamações! QUERO UMA VIDA, NÃO AO TÉDIO!
Observo e todas as minhas amigas fazem sucesso com os homens. Quando estou com elas, me sinto um patinho feio: desajeitada, feia e nova demais. Além disso, quero conquistar uma pessoa e desse jeito não dá! Estou tão apaixonada!!!! Então vai aí mais uma promessa - resolvi escrevê-las para que eu não as esqueça tão facilmente:

VOU VIRAR UMA MULHER, NEM QUE SEJA POR OSMOSE! NUNCA MAIS VOLTAREI A ME SENTIR UM PATINHO FEIO. E está dito!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estou de volta!!!!

É sempre bom recomeçar tudo do zero, é uma sensação incrível de esperança de que tudo vai ser melhor daqui pra frente. Quando excluí meu antigo blog (nem tão antigo assim), foi no ímpeto de raiva. Mas raiva de quê? De mim mesma, só para começar. Raiva de minhas atitudes idiotas, ou a falta delas. Raiva de meu temperamento, do meu jeito muito calmo e tímido de ser. Raiva da minha quase falta de vontade de viver. E principalmente raiva de não conseguir "o" namorado que eu quero. Sempre acontece: eu encontro a pessoa perfeita, no entanto ela sempre está indisponível. Estou convencida que o problema sou eu mesma.
Mas problemas à parte, meu aniversário foi um dia de surpresa. Descobri que tem pessoas que gostam de mim mais do que eu pensava. Uma delas me disse que é nesse dia que sabemos quem são os amigos de verdade. De acordo com essa teoria eu só tenho quatro.
A viagem a Bahia foi maravilhosa, eu não aprendi nada de importante em relação ao curso técnico. Porém conhecer outro lugar que não seja o seu com costumes e gente diferente já é uma baita experiência. Além de conhecer melhor os seus amigos.
Quanto ao resto, ainda ando apaixonada, preguiçosa, irresponsável e sempre atrasada, além de incrivelmente gorda. Eu não tenho coragem nem de encarar o espelho! No entanto, ainda tenho sentimentos, e pretendo não escondê-los mais. E aqui vai uma promessa, mais uma de tantas que eu já fiz: EU NÃO VOLTAREI A EXCLUIR ESTE BLOG EM HIPÓTESE ALGUMA! E está dito.