No dia 24 de Setembro, nesta quinta-feira um milagre aconteceu. Num certo dia conheci um cara no ônibus voltando da universidade. No início ele estava conversando com um amigo, eu não estava nem prestando atenção. Não prestava atenção em nada. Então o amigo dele fala comigo. Queria que eu afastasse meu rosto da ponta do meu esquadro que saia da pasta que eu estava segurando. Achei aquilo bem incoveniente e irritante. Não liguei muito e o cara desceu do ônibus. Eu fiquei me espetando com o esquadro, acho que só de pirraça. Então ele falou comigo, afastou o esquadro do meu rosto e disse "eu sei que você tá cansada mas não faça isso não". E eu pensei "só me faltava essa agora".
Mas fui gentil afinal ele me perguntou sobre o curso de arquitetura. Falei como uma tagarela. E ele parecia se interessar tanto que o achei legal. Então ele desceu do ônibus e eu nunca mais o vi. Até quinta.
Era outro dia que eu estava chateada, nem tanto pela prova de Cálculo I, mas por outra tentativa frustrada de gostar de alguém. O cara tinha dito que eu era uma irmã pra ele!!! Eu não quero um irmão!!!!! Quero um namorado. Mas voltando ao assunto, esse cara me encontrou no ônibus de novo, e quase nas mesmas circunstâncias. Perguntou se estava tudo bem comigo. Como um estranho me pergunta isso, hein? Conversamos durante todo o trajeto. Descobri que o nome dele é Ramon(não sei se escreve assim), ele faz pré vestibular no sala 1 e quer fazer Matemática na UFS. O que mais gostei na verdade nesse dia é que ele me disse que meu nome era bonito, que eu era bonita e, o que mais me agradou, que eu era interessante. Eu sonhava com o dia que alguém me dissesse isso. Nem preciso dizer que me derreti toda, não?
Depois ele perguntou se eu tinha namorado, eu disse que não e então me perguntou se podia me acompanhar. Eu devia estar doida de deixar um estranho me acompanhar até em casa.
Porém ele não me levou até lá, só até a esquina. Ele ficou dizendo que não era nenhum tarado sexual, ou um perseguidor maluco. Achei tão bonitinho. Então me despedi dele sem ao menos dar o meu telefone e portanto nenhuma esperança de me encontrar de novo. Eu até disse que tinha 17 anos pra ver se ele desistia logo, afinal ele não pediu nem o meu msn. Mas vou guardar no meu coração esse momento, pois estava precisando ouvir aqueles elogios. Pra mim foi um milagre, um ótimo milagre...